segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

PIC FURADO!

O CONTROLE ESTATAL SOBRE A MIGRAÇÃO INTERNACIONAL
“Controle populacional de cima para baixo"

São Paulo,2008.


RESUMO: Há muito tempo a imigração é uma forma de sobrevivência humana. Infelizmente os estados negam esse mecanismo de sobrevivência
Vivemos em mundo dividido em estados nacionais que defendem seus intesses e que controlam a migração a nível mundial. A xenofobia é a ideologia empregada para o apoio popular no controle de imigrantes em muitos países ricos. Os governos cada vez mais impõe restrições para a entrada de imigrantes de países pobres, com apoio da classe média amedrontada pelo aumento da competição no mercado de trabalho. Os imigrantes em excesso significa o fim do estado de bem estar social dos países ricos.

Existe hoje a necessidade da absorção de mão-de-obra jovem pelo países ricos, mais em excesso não os interessa. O envelhecimento da populaçao dos países ricos trás a diminuição da PEA e conseqüentemente diversos problemas para a previdência social. Os países ricos necessitam principalmente dos trabalhadores de mão-de-obra pesada(não qualificada), ou seja de trabalhadores braçais para a contrução civil, para limpeza e higiene publica, entre outros serviços que muitos americanos e europeus se negam a fazer. Interessa a esses países uma pequena quantia de imigrantes, e essa pequena quantia é muito menor que a atual oferta de imigrantes. A "solução final" por parte dos governantes é conter a imigração, negar o direito de ir e vir a maior parte da população miserável latino americana, africana , asíática, etc…

As conseqüencias da imigração em massa para os países ricos é arma da mídia e do governo contra os imigrantes. Quando a televisão cita o aumento do índice de violência, ela logo associa aos novos imigrantes que trazem consigo a tão indesejada pobreza. Devido a isso, a classe média se comporta amedrontada e passivamente frente às atrocidades que os governos dos países ricos praticam aos imigrantes pobres. Ora, a imigração se comporta como um fenômeno natural na história da humanidade, por outro lado é tratado como caso de repressão estatal contra os pobres.

Após os longos anos de colonizaçao e exploração dos países ricos sobre os pobres, agora os pobres que não deixaram de ser pobres pedem sua parte, e a migração dos países pobres para os ricos se comporta como uma vingaça da pobreza sobre a riqueza.

No atual quadro global, encontramos diversos fluxos migratórios. Porém, o que mais se destaca é o fluxo de migrantes de países de baixa renda per capta para países de alta. Esse tipo de migração desenvolve uma política repressão ao processo. Nos Estados Unidos os latinos são Milhões e o espanhol já é a segunda ligua mais falada no território norte americano. Em Maio de 2006, mais de 1 milhão de latinos saíram às ruas, para um protesto em todo país contra o enrijecimento das leis contra a imigração.
Na alemanha os turcos se destacam na porcentagem populacional assim como os indianos na inglaterra. Os imigrantes já formam boa porcentagem da população economicamente ativa desses países.
É importante saber o por que do fechamento das fronteiras. Os países ricos se fecham, retiram direitos civis, armam um circo contra aqueles que querem uma assistência social digna do estado, não encontrada em seu país “subdesenvolvido”. Para o sistema capitalista a nível mundial é interessante grande quantidade de trabalhadores nos países pobres. Parece óbvio, mais o trabalhador pobre que migra para um país rico é uma “pedra no sapato” do governo, pois no futuro ele aumentará a população desses países, acarretando maiores gastos sociais para manter a calmaria social aparente nesses países.
Na frança, a vingança da pobreza contra a riquiza se reflete no número de imigrantes africanos nesse país, principalmente argelianos. Em 2006 na França, imigrantes africanos e descendentes, fizeram uma protesto ao seu modo: queimaram carros por toda a cidade e praticaram diversos ataques na capital francesa. Esse é um claro sinal do fim da calmaria social gerada pelo estado de bem estar social, atuamente em crise.



Palavras-chave: Xenofobia; PIB; fronteiras reais e abstratas; processo migracional;
Introdução: Caracterizando o processo

O processo migratório durante toda a história da humanidade ocorreu por motivos de adaptação e sobrevivência a uma nova realidade dada. Essa realidade são os momentos de difilculdades enfrentadas por um grupo étnico.

Atualmente o poderio econômico de um país é o grande motivador migracional. Quando falamos de movimentos populacionais, não podemos deixar de escapar alguns dados em nosso estudo: Atualmente mais de 6,7 bilhões de seres humanos vivem no planeta. Apenas 1 bilhão vivem em países ricos. O excesso populacional nos países pobres exige novas estratégias de contenção populacional: fechamento de fronteiras reais e abstratas; fazendo assim o controle populacional e condenando bilhões a viverem na miséria de seus países. Negam-lhes o direito de um trabalho bem remunerado, o direito de vender sua mão-de-obra, a única propriedade ainda restante para a maioria dos trabalhadores a nível global.

Desse modo identificamos uma atuação estatal: o selecionamento de imigrantes. Para obter um visto, o imigrante precisa provar que tem condições financeiras em seu pais de origem, negando assim o direito de ir e vir ao imigrante pobre. Este é um condicionamento à maioria dos trabalhadores do mundo, lhes negando o direito que deve ser inalienável: o direto de ir e vir, sem discriminações. O mundo se tornou uma grande prisão, bilhões de trabalhadores estão presos aos países de origem, com um salário que mal garante sua alimentação.


As economias dos diversos países são excludentes no termo: valor da renda Per capta. Existe uma relação importante a ser observada entre os países com alta renda per capta e moeda forte. Os países de Baixo IDH e renda per capta sofrem com a ausência de trabalhos e salários dignos. Um trabalhador norte americano recebe em média um salario 10 vezes maior que um brasileiro para fazer um mesmo trabalho. Os trabalhadores do submundo recebem baixos salários realizando tarefas idênticas as dos trabalhadores dos países ricos.
Se fizermos essa conta dos chineses para os americanos teremos um rendimento médio americano superior a 30 vezes o salário de um chines. Esse é o mundo capitalista, a mao-de-obra(pessoas) tem valor como qualquer mercadoria, o que muda é o rótulo chines, americano, brasileiro,etc. Todos trabalhadores do mundo estão rotulados com preço de tabela.

O PASSAPORTE

O atual espaço Geográfico se caracteriza pela intensa fragmentação do espaço através dos estados nacionais. A criação do passaporte no século XIX é o maior ícone da criação de fronteiras legais(abstratas) fortalecendo o controle migracional. Os diversos problemas sociais que afligem países como: a guerra, a dependência econômica e a dominação das empresas multinacionais no cenário Geopolítico são os grandes responsáveis pelo crescimento do processo migracional.
A divisão internacional do trabalho é o grande responsavel pelo processo migracional e o passaporte , assim como as identidades, são os grandes responsáveis pela atuação estatal segregacionista. A identidade garante a um país X determinar através do passaporte, se no país Y o identificado possui bens e faz parte de uma classe privilegiada. Para os pobres: O caminho de volta a fome e a miséria.
O direito de ir e vir se restringe cada vez mais com o desenvolvimento dos processos de identificação e visto de um passageiro. Apesar do grande desenvolvimento na área de transportes: como navios, carros, caminhões e aviões, a dificuldade para os imigrantes pobres aumentaram.
As elites dos diversos países ricos e emergentes do eixo ocidental, tem livre acesso a maior parte dos países do globo, salvo exceções por questões diplomáticas como acontecem no Irã, na coréia do norte e outros inimigos diplomáticos . Logo, a maior parte dos trabalhadores a nível mundial são barrados condianamente.



O PROCESSO MIGRACIONAL

O processo migracional pode ser delimitado através de suas origens. Suas origens devem ser explicadas pela raiz. Atualmente os grandes processos migracionais estão relacionados com o intenso distanciamento social entre os países de elevada e os de baixa renda per capta. O IDH está proporcionalmente relacionado com o valor do PIB per capta de cada pais. O distanciamento provocado pelos países, deixa de ser terrestre para se tornar jurídico. Apesar do desenvolvimento das redes de transportes, o fechamento das fronteiras no campo jurídico é a maior barreira imposta ao migrante. Nesse contexto, com a criação do passaporte, a migração passa a ter um controle político intenso. Esse tipo de barreira é nomeada de fronteira abstrata ou legal. O passaporte nada mais é do que uma ferramenta de controle estatal por parte dos governos para efetivar a existencia dessa fronteira abstrata..
A lei do desenvolvimento desigual e combinado desenvolvida por Leon Trotsky, trás a tona o por que das diferenças econômicas regionais, apontadas no presente trabalho. O desenvolvimento desigual é um conceito utilizado por Trotsky no seu livro “ Revolução Permanente” que desiguina a função e desenvolvimentos desiguais e combinados entre os países pobres e ricos. Nessa conceituação ele destaca que os países não são pobres somente por serem menos competitivos e competentes que as outras economias, mais são pobres por que o sistema capitalista assim os desejam a nível mundial. Tudo começa com a criação pelas antigas metrópoles coloniais: As colônias de exploração e povoamento. As colônias de exploração eram responsáveis por produzir muito, por muito pouco. Assim eram responsáveis pela mão de obra escrava que levaria o continente europeu ao auge econômico hoje vivido. Na atualidade, os impérios americano e europeu, levam até os países pobres a exploração da mão-de-obra barata através da intervenção política das empresas multinacionais. Nessa condição entendemos que o mundo continua divido em zonas de exploração. A migração de uma zona para a outra representa uma ameaça ao desequilíbrio desse sistema.




Tipos de fronteiras: Reais e Abstratas(burocráticas)

As fronteiras reais são aquelas que estão dividindo os países concretamente: São rios, montanhas, uma linha demarcada, uma muralha, falhas geológicas, cercas , guaritas , entre outras formas naturais ou artificais que o ser humano delimita ou cria. Logo as Fronteiras Abstratas são aquelas onde a lei impera.
As leis são legitimadoras das fronteiras reais , porém sua existência é paralela por que parte dentro da ética, costumes e regras sociais humanas. Ou seja, as leis legitimam o que a cultura delimita e fortalece a divisão entre os povos. Fronteiras abstratas também são delimitadas pela existência de linguas divergentes, de dialetos e outras formas humanas de heterogeinização da sociedade. Logo temos dentro de um país muitas fronteiras abstratas, como no brasil, com seus diversos sotaques ou no canadá com a divisão regional de linguas(frances e inglês). As fronteiras Abstratas ainda podem ser subdivididas em fronteiras jurídicas , étnicas, religiosas, ideológicas, numa gama possivelmente infinita de fronteiras a serem pensadas.


A Mundialização da lingua inglesa no auxílio a imigração

Devido ao desenvolvimento dos meios de comunicação nos EUA, a lingua inglesa se tornou mundial , ajudando muito na adaptação do imigrante em um novo país.


Tanto se fala da ALCA, mas e a ALTA?

Muito se fala sobre a criação da Área de Livre Comércio das Américas. Para as grandes econômias capitalistas é importante que a exploração da grande massa popular latino-americana continue. A europa e os EUA que tanto exploraram os países latinos, hoje se negam a receber os imigrantes, mais não negam a troca injusta de mercadorias. É importante para nós professores de Geografia, que por todo o país ensinamos sobre blocos econômicos, ensinarmos também sobre imigração internacional e exigir uma nova sigla para a ALCA. Essa nova sigla deveria se chamar ALTA, a Área de livre transito das américas. Poís além de abordadar a reinvidicação burguesa de comércio e também contempla a reinvidicação proletária de imigação.
Aos EUA interessam comprar laranja, café, minério de ferro, todos a preço mínimo, de uma grande senzala chamada Brasil. Quanto mais trabalhadores miseráveis ficarem no brasil , mais exército de reserva para o favorecimento da exploração da mercadoria mão-de-obra.
Temos sempre que pensar que no brasil, quem recebe salário mínimo é praticamente um escravo, pois recebe pra comer e domir. Nas grandes cidades brasileiras 415 reais mal alimenta o trabalhador, o que dizer de seus filhos. Também temos que lembrar que a mão-de-obra é uma mercadoria, e ela vale de acordo com a sua abundância e funcionalidade a nivel mundial. A funcionalidade do brasil é produzir produtos baratos para os países ricos. Da cana pro café, do café pra soja, eucalipito, laranja, entre outros produtos que vendemos a “preço de banana”.
A falta de mão-de-obra nos países ricos é outro fator que evita a desvalorização da mão-de-obra. Em contra partida o excesso de mão-de-obra nos países pobres é preocupante, obedencendo a lei de mercado, o custo da mão-de-obra é mínimo. O mesmo acontece com a china, porém em um grau ainda mais acentuado.




Crise dos idosos: As previdencias sociais em risco

A natalidade vem sendo controlada a nível mundial. Os países ricos sairam na frente no controle populacional seguindos pelos países latino-americanos e “emergentes”. Os Países europeus já sofrem com a falta de jovens que é suprida pela imigração controlada. Por outro lado, os países latinos, apesar de terem taxas de natalidade superiores as da europa, com a migração, e com o pagamento das dívidas externas, são os primeiros a sofrer os problemas da falta de jovens e aumento de idosos, são os primeiros a sofrer a crise da previdencia. No Brasil as dividas da previdencia são cada vez maiores. Por outro lado a distribuição dos beneficios no Brasil é irracional, tendo em vista que muitos aposentados recebem aposentadorias milhonárias. As aposentdorias milhonárias são também( e provavelmente a grande responsáveis) reponsáveis pela atual crise da previdência no brasil. Por isso, devido a fuga de trabalhadores para os países ricos , associados a má distribuição das pensões, a crise nas previdências latino-americanas são eminentes a medio prazo(proximos 20 anos).






A polítca suja do governo americano pós-revolução cubana

Cuba é um país que tem muito a ensinar a toda a américa latina. Sofreu durante seu período colonial, sofreu durante o período de denomínio norte americano, e sofre hoje com o domínio que os EUA tem sobre a américa latina. O bloqueio americano a ilha enfraque a organização social cubana.

Cuba é um país sitiado pelos países do eixo americano e ameçado pela falta de recursos internos. A falta de recusos internos é agravada pelo alta densidade demografica da ilha, que é de 101 habitantes por quilometro quadrado. A crise econômica do país se agravou com o fim da ajuda soviética à ilha, na decada de 1980.
A política de imigração cubana, praticada nos Estados Unidos, é diferente da política que o mesmo EUA praticam nos demais países latino americanos. Nos EUA, todo cubano que migra da ilha para Miami, ao pisar em solo americano, recebe auxilio como refugiado e tem um tratamento totalmente diferenciado a dos demais latino americanos. Isso só acontece devido a essa políica americana contra o socialismo no mundo.
O que os EUA fazem é fomentar uma imigração truculenta para seu país. Colocando no caminho dos cubanos um mar caribenho cheio de tubarões, uma clara política de ataque a moral do atual governo cubano. Mas afinal, para essa potência capitalista o importante é o lucro e não as vidas. As vidas também são mercadorias e podem dar lucro, mais para o governo americano o importante é acabar com o exemplo de qualidade de saúde, educação e de emprego pleno que o socialismo cubano propicia a sua população. Um exemplo de que a vida é mercadoria é o próprio fato da venda da mão-de-obra que significa um contrato de trabalho.

Coréia do Norte e a Guerra fria

Esse é mais um caso de intromissão americana em nome da cortina de ferro contra o comunismo asiático. O investimento do governo americano na coréia do sul gerou um bolsão de riqueza no continente asiático, que por sua vez sofre com a falta de recursos sobre uma elevada demografia. Mais da metada de população mundial vive na ásia e logo esse continente encontra-se de modo geral super povoado, principalmente na costa chinesa. A fronteira entre esses países é uma grande fronteira real que se concretiza em uma abstrata. A riqueza da coréia do sul é um grande pólo migracional. O fim do conflito com coréia do norte não é interessante no momento. A abertura das fronteiras muito menos, visando uma possível migração em massa no futuro.

Espanha: A atual exigência do governo espanhol aos latinos

A pouco assistimos a mais um impasse na barragem de imigrantes para a europa. A Espanha fechou o cerco contra os imigrantes, agora exigem quantia em dinheiro e justificativa do que o viajante irá fazer no país, onde ira ficar, etc. Os noticiários brasileiros publicaram que o governo brasileiro pretende fazer o mesmo no Brasil em relação aos espanhóis quando chegarem ao país, pelo chamado princípio da reciprocidade. Mas não seria essa mais uma demagogia politica momentânea? Tendo em vista que não é aplicado o principio da reciprocidade com os demais países que dificultam a entrada de brasileiros, como os EUA, a França, Alemanha, etc. Não podemos crer que esse principio de reciprocidade dure muito tempo, e mesmo que dure não terá o mesmo efeito que tem na espanha, afinal os brasileiros a modo geral são muito mais pobres e sem instrução que os espanhóis na atualidade. Afinal, todos os requisitos que a maioria dos brasileiros não conseguem preencher na espanha, aqui no brasil por parte da maioria dos espanhóis são preenchidos.
O que a espanha faz é fechar a fronteiras para os pobres, afinal, quantos brasileiros conseguem pagar uma passagem em euros para europa e ainda ter 57 euros(mais de 150 reais atualmente) por dia que for ficar no país. O governo espanhol está fazendo a seleção desta forma de seus imigrantes. Resumidamente, após este cerco ao imigrantes , diminuirá significativamente a entrada de latinos na espanha. Daqui pra frente, a migração latina para trabalho fica quase que restrita a classe média alta latino-americana. É isso que os governos xenófabos querem: pouco imigrantes para não afetar o estado de bem estar social europeu, esse estado que foi construidos com o “sangue das colônias latinas”. Poucos imigrantes são necessários , muitos não.

Israel: Conflitos religiosos e de fronteiras

Quando falamos de israel, a primeira coisa que pensamos é no conflito religioso. Mas o principal ponto a ser tocado é na riqueza de Israel. Israel é o estado mais prospero economicamente do oriente médio, pois recebe dinheiro diretamente das grandes economias e das ricas famílias judaicas espalhadas por todo o mundo. Esse dinheiro contrasta com a maioria da população miserável palestina. Israel vem contruindo uma enorme muralha de contenção aos palestinos. A maior parte dos palestinos que tentam ingressar em Israel é pela procura de trabalhos dignos, não encontrados nas zonas de conflitos entre os dois grupos religiosos como: a faixa de gaza e cisjordania. O terrorismo é uma boa justificativa do governo Israelense para contrução das grandes muralhas e contenção dos imigrantes pobres palestinos.
A ONU apoiou a criação de terras para os judeus em pleno território hoje ocupados por outra etnia(os árabes). Perguntamos sempre o por que não foram criados países ao demais perseguidos como os ciganos, comunistas ou anarquistas?
Para piorar , perguntamos, por que a ONU não interviu no desenvolvimento da indústria bélica
Israelense? Hoje Israel tem a maior industria de armas do oriente médio , além de funcionar como base militar americana na região.




Importância: Consequências socias e reações estatais

O tema é hoje amplamente discutido devido ao desenvolver do processo de desigualdades continentais, ou seja, devido ao fortalecimento econômico sobre um estado de bem estar social, o que alavancou nas ultimas décadas uma imigração intensa de pessoas a procura de salários dignos. A resposta dos governos é dura e restritiva, principalmente após o incidente de 11 de setembro de 2001. Uma xenofobia crescente avança sobre os países do chamado “1º mundo”.
Numa sociedade capitalista neoliberal, onde o capital avança sobre fronteiras, é questionável a criação de grandes muralhas entre os países ricos e pobres. O IDH é um conjunto de dados que permite a definição de países pobres e ricos sobre a égide da ONU. A separação entre ricos e pobres é a ponte a ser avaliada segundo o IDH que permite identificar a ponte migratória.



Migração no Brasil e no mundo

O processo migratório sempre foi uma questão milenar de sobrevivência. Ele pode ser caracterizado como um processo contínuo em direção aos pólos de atração. Cabe a esse tipo de estudo analisar a rota dos que migram, prevendo a influência dos costumes em diversos países. Além da cultura, o que resulta também do processo, são as mudanças econômicas. As pesssoas buscam melhores condições de vida e condições de vida significa elevada renda per capta.
No Brasil conhecemos bem esse processo. O principal expoente de pólo migracional do país é a cidade de São Paulo. Em São Paulo a influência nordestina gera conseqüências detectáveis, como a influência cultural e a descriminação. O mesmo acontece nos países ricos.
No Estado de São Paulo uma classe média forte desenvolve seus preconceitos contra os nordestinos. Quem nunca ouviu a frase: “ serviço de baiano”, “coisa de preto” e demais piadas racistas contra esse grupo étnico: nordestino e negro. A xenofobia está dentro da classe média, cabe aos governos fascistas e racistas estimular esse tipo de preconceito ideológico e para isso não é preciso muito, só o fato da maior parte dos negros e mestiços desse país serem pobres já é argumento para muitos preconceituosos.

Nos EUA a influência dos imigrantes latinos já é perceptível, colocando o espanhol como a segunda língua nacional. Como a pobreza é grande geradora da violência dentro de uma sociedade, não é dificil associar o caos social aos imigrantes latinos.

A migração não planejada, cria problemas sociais que não interessam a governos. As reações governamentais são estimuladas pelos nacionalistas e por grupos neonazistas xenófobos.

A volta dos imigrantes do século XIX e XX

Durante o século dezenove e vinte, a industria Naval teve um grande incentivo na construção de grandes navios para a migração em massa. Para a América vieram milhares de imigrantes europeus e japoneses com o objetivo de obter emprego e terra para seu sustento.
Quando imigraram para a américa latina, seus países estavam em dificuldades econômicas, em período de guerras ou mesmo com excesso polacional. Após o advento das duas grandes guerras esses países europeus e especificamente o japão entraram em um periodo de prosperidade econômica. Com a política americana de ajuda aos países europeus, contra a ameaça comunista através do Plano Marshal, hoje os países de origem desses imigrantes encontram-se em notável estado de bem estar social, o que torna um atrativo para o retorno desses migrantes. Esse tipo de imigrante, que tenta retornar ao seu país de origem, é o tipo de imigrante que encontra nesses países alguma oportunidade jurídica para efetivar sua estratégia de vida. Na atual configuração do planeta, a sobrevivência nos países periféricos é penosa devido aos baixos salários, os atrativos para países de renda per capta superior levam estas pessoas novamente a migração.

Consequências do aumento de individuos vivendo em países ricos

Alguns estudos mostram que se todos habitantes do mundo consumissem como os habitantes dos países de alta renda per capta, pouco restaria dos recursos naturais do planeta em poucas décadas. Com a entrada dos imigrantes nesses países, o padrão de consumo aumenta e o padrão mundial também, gerando assim mais um problema para o futuro: o agravamento do aquecimento global. Os principais países poluidores são os de primeiro mundo, afinal eles são os grandes consumidores do que se produz no mundo.
Sabendo que a maior parte do consumo mundial é a soma dos principais países ricos: Europeus, Austrália, Canadá, EUA e Japão e que somente 1,2 bilhões de pessoas aproximadamente vivem nesse países, podemos prever os problemas do aumento da população desses países. Duas consequências são possiveis com o aumento de imigrantes:
Hipotese 1: Os países ricos conseguem manter a renda per capta de seus países, apesar do grande numero de imigrantes, aumento da população e consumo mundial baterá recorde ano a ano como vem acontecendo. Isso provocaria um desgaste ambiental ainda maior que já temos hoje. O consumo de petróleo continuaria a bater recordes ano a ano, tendo em vista que as alternativas energéticas não poluidoras estão na maioria dos casos no papel, principalmente nos países pobres.
Hipótese 2: O aumento dos imigrantes e da população desses países gera uma queda geral nos salários, devido a grande oferta de mão-de-obra. O estado de bem estar social estaria com os dias contados e a vingaça dos países colonizados seria concretizada.
Hipótese 3: A população não cresce devido ao alto custo de um filho nesses países e a falta de auxilio-incentivo do governo para os imigrantes que tiverem filhos. O que poderia ser a pior e mais firme hipótese, devido ao fato de que os salários continuariam altos e a imigração internacional continuaria a ser um problema mundial de segregação populacional.

Terrorismo e Política do medo

Ambas estão presentes atualmente em muitos países ricos, principalmente nos EUA e na Europa. O terrorismo se apresenta como uma guerra de civilizações, ocidental versus oriental, mais além disso também é fonte de convencimento das populações de países ricos. Os grandes ataques em Nova York e madri deram lenha para a fogueira. Os políticos utilizam o medo dos ataques terroristas para ganharem opnião pública e continuar com o genocídio em sua fronteiras. Os latinos, mexicanos e os africanos são os principais afetados, mais outros grupos étnicos como os árabes e indus são perseguidos. Assim como no Brasil, esses grupos étnicos

Conclusão: Consequências do Processo de migração Internacional

Os Países ricos e latino-americanos não consiguiram segurar por muito tempo os problemas previdenciários. A diminuição da natalidade cria esses problemas. Os Países ricos cada vez mais investem na contenção migracional, o melhor exemplo está na criação de grandes muralhas.
A xenofobia é a principal ideologia empregada, em uma sociedade, em defesa à uma “invasão de outras etnias”. Principal componente da política segregacionista internacional.



ANEXOS:


“Travessias que deram um salto em volume de pessoas migradas e mudaram de caráter na última década. Segundo estudos da Organização das Nações Unidas, em 1960 havia 76 milhões de migrantes no mundo. Hoje eles são 175 milhões. Nos países industrializados, já representam 10% da população total - enquanto são, em média, apenas 1,3% nas demais nações. A maior concentração de migrantes existe nos Estados Unidos, e ela cresce 3% ao ano. Na “terra dos sonhos”, o total de migrantes saltou de 30 para 34 milhões nos últimos quatro anos. De latino-americanos que vivem nos EUA, o número cresceu de 8,4 milhões em 1990 para 15 milhões em 2000.”
( http://www.multirio.rj.gov.br/seculo21/texto_link.asp?cod_link=1512&cod_chave=3&letra=c
)

O World Economic and Social Survey 2004[1][11] aponta que 175[2][12] milhões de pessoas vivem fora do país em que nasceram. Isso significa que uma em cada 35 pessoas é migrante, o que corresponde a 2,9% da população mundial. A intensidade do fenômeno pode ser elucidada levando em conta que, em 1910, o número de emigrantes era de 33 milhões, ou seja, 2,1% da população planetária.

No que se refere à distribuição da população migrante, em 2002, a maior parte vivia na Ásia (43,8 milhões), seguida pelos EUA e Canadá (40,8 milhões), Europa ocidental (32,8 milhões) e a ex-União Soviética (29,5 milhões). Menor a presença na África (16,3 milhões), América Latina (5,9 milhões) e Oceania (5,8 milhões).
A América do Norte passou por um relevante fluxo migratório nas últimas duas décadas, sendo que atualmente incorpora 23% do total de migrantes mundiais. Já na Europa, excluindo a ex-URSS, a porcentagem no total de migrantes permaneceu estável entre 1960 e 2000 (em torno de 18%), mas houve um sensível aumento da porcentagem em relação à população da região: passou-se de 3,3%, em 1960, para 6,4%, em 2000.
Apesar da evolução e diversificação dos destinos, segundo o Informe, as migrações internacionais continuam bastante concentradas, sendo que 75% do total de migrantes estão em 28 países (em 1960, estavam em 22 países). Nos EUA se encontra 20% do total (35 milhões), seguidos pela Rússia (13 milhões), a Alemanha (7,3 milhões), a Ucrânia (6,9%), a França e a Índia (6,3 milhões cada).

O informe da ONU aponta também 16 países que nos 10 qüinqüênios - entre 1950 e 2000 - tiveram saldo migratório sempre negativo e 7 países que, nos mesmos períodos, tiveram saldo migratório positivo. Os primeiros podem ser considerados países de emigração (entre eles, México, Cuba, Bolívia, Colômbia, Bulgária, Polônia, Bangladesh e Índia) e os segundos de imigração (EUA, França, Canadá, Suécia, Israel, Austrália e Costa de Marfim). A maioria dos países, todavia, intercala saldos negativos, positivos ou saldo zero. Os países que passaram por três ou mais qüinqüênios com saldo migratório negativo são classificados como países de emigração, como, por exemplo, Brasil.
Segundo o informe da ONU, 63% dos migrantes residem em países desenvolvidos (110 milhões). Embora seja um fenômeno recente - a maioria dos migrantes internacionais vivia em países em desenvolvimento nos levantamentos de 1980 (52%), de 1970 (53%) e 1960 (58%) - não há dúvida de que os fluxos migratórios das últimas duas décadas estão se direcionando preferencialmente para os países economicamente mais ricos. Não é por acaso que a porcentagem de migrantes nos países desenvolvidos passou de 3,4% para 8,7% da população.

( http://www.migrante.org.br/as_migracoes_internacionais_contemporaneas_160505b.htm)



Referências:
ANDRADE, Manoel Correa. América

GEORGE, PIERRE. Geografia da População, DIFEL, 1968

GARNIER, BEAUJEAU JAQUELLINE. Geografia da População, São Paulo: Nacional. 1971.

ANDRADE, Manuel Correia. Imperialismo e Fragmentação do espaço. Contexo. Editora Universidade de São Paulo, 1988.

GEORGE, Pierre. Populações Ativas. São Paulo: Difel, 1979.

VALENTEI, D. TEORIDA DA POPULAÇÃO. Trad. De Manuel José Milhares Pinto, Moscou, 1974.

GALEANO, Eduardo. Las Venas Abiertas da América latina, 1971.

<http://www.multirio.rj.gov.br/seculo21/texto_link.asp?cod_link=1512&cod_chave=3&letra=c>

<http://www.pnud.org.br/rdh/>



<http://www.baraoemfoco.com.br/barao/economia/pib/pib.htm>


<http://www.revistaoutubro.com.br/edicoes/05/out5_07.pdf>

<http://www.undp.org/hdro/indicators.html

<http://www.migrante.org.br/as_migracoes_internacionais_contemporaneas_160505b.htm>

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/05/printable/060502_euaprotestoimigrantefn.shtml





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