quarta-feira, 29 de abril de 2009
O Planeta Água
4 Pessoas de quaisquer idades.
Há muito tempo em uma terra tão longe pra quem não sabe que ja foi tão mais perto do que se pode pensar em imginar, 4 elementos discutem sobre os problemas de seu querido planeta Ázul:
o Planeta Água.
O planeta água é um planeta fictício que detinha a maior parte de sua superfície coberto por água líquida.
O planeta água chamou uma assembléia geral do conselho elemental do planeta. Convidados os representantes de cada esfera de nosso planeta: OO Deus do fogo representante do Magma. O Deus da terra, O Deus da Água e o deus do Ar.
Deus(a) da Aguá: Bom pessoal, boa noite e dia, por que pra mim é tudo a mesma coisa, estou em todos os lugares do planeta. Estou aqui hoje para me queixar de uns animais irracionais que vem me incomodando. Me misturando com substâncias escuras que alteram a minha absorção dos raios solares e ai vai.
Deus(a) da Terra: Eu também! tem muitos insétos indesejáveis me pisoteando. Se contei bem, são mais de bilhões. Estão atrapalhando a minha respiração! me bloqueando com placas de concreto!
Quero Saber o que iremos fazer com esses humanóides?
Deusa(o) do Fogo: Olá Senhores, Fico muito triste com tais acusações contra esses hominídeos nanicos. Mas mesmo assim vou denunciar também! Quem esses ratos de asfalto acham que são para tampar a passagem do sol? Estão Esfumaçando toda a minha entrada atráves do sol.
Deus@ d@ Ar: Ei EI! Peraêe ! ai sou eu quem reclamo. Esses nanicos hominídios acham que eu sou a área de escape do planeta! as minhas camadas são atormentaas constatementes pelo fogo de dentro da terra.
Deusa a Água: Eu Proponho uma votação para saber se devemos ou não nos livrarmos dessas pestes: assim como eliminamos aqueles dinossauros cagões que me deixavam mais preta que esse óleo feito dos mesmos dinossauros.
Deus@ d@ Fogo: Eu me proponho a fazer a extinção! huahuahua! Alguém é contra?
terça-feira, 7 de abril de 2009
Coca na Coca?

Pela lei brasileira, refrigente deveria ter sua comercialização suspensa; decisão está nas mãos do Ministério da Agricultura
Igor Ojeda
> da Redação
Laudo realizado pelo Instituto Nacional de Criminalística (INC) do Departamento da Polícia Federal concluiu: a Coca-Cola do Brasil usa folhas de coca como matéria-prima na fabricação do extrato vegetal (também chamado de mercadoria nº 05) utilizado como um dos componentes na fabricação do seu refrigerante de cola. Segundo a Lei de Fiscalização de Entorpecentes em vigor no país, o Decreto-Lei 891 de 25 de novembro de 1938, o uso desta substância e de suas preparações é terminantemente proibido, mesmo que não acusem alcalóides entorpecentes.
A análise química foi realizada pelos peritos Octavio Brandão Caldas Netto, Felipe Gonçalves Murga e Adriano Otávio Maldaner, em atendimento à solicitação da Câmara dos Deputados de novembro de 2004, em nome do deputado Renato Cozzolino (PDT-RJ). Entre os esclarecimentos pedidos, o requerimento questionava se o extrato vegetal usado pela Coca-Cola e importado da empresa estadunidense Stepan Chemical Company era derivado da folha de coca e se continha alguma substância entorpecente derivada da mesma.
Em relação à primeira pergunta, o laudo atesta: "... as folhas de coca provenientes do vegetal cientificamente denominado Erytroxylum novagranatense, variedade truxillensi, cultivada no Peru, são utilizadas como matéria-prima na fabricação do extrato vegetal a partir do qual é fabricado o refrigerante coca-cola". Em relação à segunda pergunta (dos entorpecentes), o texto responde que "as análises químicas realizadas (...) não revelaram a presença de cocaína e outras substâncias entorpecentes e/ou psicotrópicas na composição dos extratos vegetais". No entanto, revela que algumas substâncias "não foram identificadas por meio de técnicas analíticas empregadas" e que outras análises ainda serão realizadas, "caso sejam úteis para o esclarecimento do caso".
Defesa insustentável
Em comunicado oficial à imprensa, a Coca-Cola do Brasil comemora o fato de que o laudo do INC atesta "que não há nenhuma substância ilegal na fórmula do produto". Afirma ainda que este resultado era esperado e, nas palavras do diretor de Comunicação, Marco Simões, que seu produto "já foi exaustivamente testado onde mais interessa: no mercado, por bilhões e bilhões de consumidores, ao longo de 120 anos". Esquece de mencionar, contudo, que a legislação brasileira não proíbe apenas a utilização de alcalóides entorpecentes, mas de qualquer derivado da folha de coca. Omite também a presença no extrato vegetal das substâncias não-identificadas pelo laudo.
"Não adianta mascarar a verdade. As autoridades constituídas têm o dever de tomar uma providência imediata, proibindo a comercialização do produto", afirmou por meio de sua assessoria de impresa Laerte Codonho, dono da empresa de refrigerantes brasileira Dolly. "Como pode um alimento, consumido inclusive por crianças, trazer folhas de coca e outras substâncias não-identificadas?". Desde 2003, a Dolly acusa a Coca-Cola na Justiça de concorrência desleal, abuso do poder econômico e práticas criminosas para tirá-la do mercado. O requerimento da Câmara dos Deputados foi um desdobramento desta briga. No comunicado à imprensa, a Coca-Cola acusa a Dolly de coordenar uma campanha difamatória contra si.
E a suspensão?
O diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária (Inbravisa), Rui de Andrade Dammenhain, diz que, uma vez comprovada a transgressão da lei, o poder de ação é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. "O produto, em tese, teria que ter sua comercialização suspensa. É muito difícil esse laudo ser contestado, porque eles (os peritos do INC) são muito criteriosos, e o resultado dele é oficial", afirma, reforçando que a lei brasileira é bem clara em relação ao assunto. Para ele, o fato de o laudo não ter apontado a presença de alcalóides entorpecentes vai causar uma briga jurídica grande pois, apesar da lei proibir a utilização de folha de coca, pode-se alegar que não foram identificadas substâncias que fazem mal à saúde do consumidor. "Agora, é preciso ver quais são estas outras substâncias que são utilizadas, porque elas podem eventualmente somatizar o efeito no organismo humano. É preciso fazer outros exames, com outros reagentes, para tentar identificar". Procurado pelo Brasil de Fato, o Ministério da Agricultura preferiu não se manifestar, por não ter sido informado formalmente sobre o assunto.
Desde março deste ano, tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) mandado de segurança impetrado pela Dolly contra o Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, solicitando providências imediatas com relação à cassação do registro da Coca-Cola. Através de representação feita pela empresa brasileira, o laudo do INC passou a fazer parte do processo.
Reportagem publicada na edição 141 do Jornal Brasil de Fato
